Indy 2009 - Altos e Baixos da Temporada - Parte 3

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Olá amigos da velocidade, olá amigos da Fórmula Indy.

Continuando a série das análises, hoje falaremos dos circuitos em que a Indy está correndo nesta Temporada. Já citamos como falta de emoção na atual temporada, o domínio das equipes Ganassi e Penske em qualidade dos setups dos carros e a desatualização dos chassis e o fato de ser uma categoria monomarca de motores e pneus.

Somado a estes itens, incluímos as escolhas dos circuitos que a Indy anda fazendo há pelo menos 3 ou 4 temporadas. É sabido por todos que, desde a cisão entre CART e IRL, na pista em que uma andava, a outra nem poderia sonhar em pisar. Mas, pouco tempo depois, o que vimos foi a Champcar (já depois da mudança da CART) ser uma categoria que corria apenas nos mistos americanos (aconteceram algumas provas em mistos europeus, me lembro dela ter corrido em Brands Hatch, mas há de se citar que nos EUA há excelentes circuitos mistos) e a IRL ficar com os ovais e a prioridade em correr em Watkins Glen e Sonoma.

Após a reunificação, apenas Glen e Sonoma permaneceram como corridas em circuitos mistos permanentes. St. Petesburg, Detroit (e depois Edmonton, Long Beach e Toronto) vieram a compor a lista de circuitos mistos não permanentes na categoria. Mas há de se lamentar que a categoria não corre em nenhum dos mistos permanentes daqueles em que havia corridas maravilhosas na época da CART (Portland e Elkart Lake são alguns exemplos).




Subida para a reta dos boxes em Elkart Lake, circuito que sempre recebeu grandes corridas.

Lógico, há os motivos comerciais para isso, o calendário da Indy atual já é inchado (17 etapas, seriam 18 se a de Detroit não fosse cancelada) e lembrando de uma passagem do post anterior, o calendário da Indy tem q ficar incrustado para começar antes das temporadas dos esportes que os americanos mais preferem e acabar antes do final dos mesmos. Então espaço para mais etapas não há. Então, porquê não trocam algumas etapas, perguntariam alguns de vocês....

Igual a F1, a Indy também tem alguns contratos vitalícios ou de grande duração com algumas pistas. O exemplo mais atual e fácil de compreender é o de Iowa, pequeno oval na cidade de mesmo nome, é localizado na região de maior produção de etanol nos EUA (nem preciso citar que os Indy são movidos a etanol né? -risos-).

Iowa: um dos ovais "mais sem sal" da temporada e que, dizem estar na Categoria apenas por interesses políticos.

Fora isso, para nós fãs da Indy é inexplicável super-ovais como Michigan longe da categoria. Além disso, alguns ovais consagrados na época da CART nem existem mais (Nazareth é um exemplo dele), enquanto isso outros ovais pequenos não acrescentam nada a categoria, pela enorme falta de ultrapassagens agravadas pelo fato do problema de falta de pressão dos chassis Dallara (Richmond infelizmente se inclui aqui).

Algumas mudanças estão previstas para 2011, junto com o pacote para chassis e motores. Tomara que ela traga também novos circuitos (ou a volta de alguns em que os fãs viam belas corridas de volta). Até a próxima!

Comments

10 Responses to “Indy 2009 - Altos e Baixos da Temporada - Parte 3”
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Rodrigo BTT® disse...

Paulo, obrigado pela visita e pelo comentário,deixado no Blog Linha de Chegada. Conheci seu blog ontem,e fiquei muito contente por você dar continuidade ao mesmo. No Linha de Chegada, não consigo postar muitos detalhes sobre a Indy, portanto, deixo o convite para você poder comentar e complementar os meus posts, caso tenha tempo é claro. Abraços

18 de agosto de 2009 19:07
Felipão disse...

Falou tudo, Maeda... Não tem desculpa... Michigan deveria voltar à Indy...

18 de agosto de 2009 19:31

michigan e fontana deveriam voltar,eram circuitos desafiadores. e elhart lake é considerada a spa francochamps americana. preciso dizer mais alguma coisa?

19 de agosto de 2009 11:44

Mid-Ohio é permanente também. Não curto esse lanche de chamar pista de rua de circuito misto não permanente. Rua é rua...se não tiver retas longas e largas com curvas de 90º é uma porcaria a corrida.

Elkhart Lake mesmo com prejuízo deveria voltar a categoria. É mesma coisa quando a F1 não corre em Spa.

19 de agosto de 2009 11:48
Bruno Santos disse...

Existem pistas mesmo que não deveriam ficar de fora do calendário. Parece também que é uma tradição correr em circuitos de rua, o que prejudica o espetáculo. Acho importante a volta de mais fornecedores de motores, por exemplo, bom para estimular o desenvolvimento dos carros.

(Maeda, a última foto do post, sobre Iowa, não está carregando)

20 de agosto de 2009 14:29
Leandrus disse...

Seria muito bom que voltassem a correr naqueles clássicos circuitos que proporcionaram tantas corridas boas nos anos dourados da CART. Seria uma ótima forma de chamar a atenção para a categoria novamente e atrair novos e antigos fãs. Até porque tem uns circuitos aí que, como já disseram, não dá para aguentar...

Ateh!

22 de agosto de 2009 10:32
Loucos por F-1 disse...

O fator circuito influencia muito na competitividade e no quesito emoção da categoria. Saber escolher boas pistas para o campeonato poderia deixar a Indy muito mais atrativa.

Abraço!

Leandro Montianele

22 de agosto de 2009 14:34
Daniel Ramos de Oliveira disse...

Seria muito bom mesmo alguns cicuitos ovais como o de Michigan entrar pro o "circo" da F-Indy.Pra mim deveriam ser retirados os circuitos mistos da categoria,acredito que ela poderia fazer somente a etapa do Brasil em circuitos mistos.

22 de agosto de 2009 20:50
Filipe Furtado disse...

Michigan e Fontana não voltaram ao calendario tão cedo. Eles pertencem a ICS, empresa da familia administradora de circuitos da familia France (dona da Nascar). Quando a IRL começou quase todo o calendario era composto de pistas da ICS, mas ao longo dos anos, eles passaram a não se esforçar nenhum um pouco em promover as etapas da IRL, os circuitos dão lucro com as provas da Nascar e a IRL é só um troco, como as provas não recebem nenhuma promoção o publico vai caindo até que não vale mais a pena mante-la. Fontana e Michigan estavam as moscas nos ultimos eventos lá. Dos circuitos da ICS no calendario, Richmond caiu fora este ano e eu duvido muito que Kansas e Homestead sobrevivam mais do que dois ano, desconfio que só Chicago e Watkins Glen vão ver o chassis novo. A única possibilidade da IRL voltar a ver um oval de 2+ milhas fora Indy é se Pocono perder uma das suas duas datas da Sprint Cup.

No campo dos mistos, Road America é administrada por pão-duros que não vão pagar nunca o que a IRL cobra, mas concordo com Jackson a categoria deveria aceitar o preço que for para correr lá. Sei que dos mistos classicos da Cart, quem quer muito voltar é Cleveland.

Entre os ovais New Hampshire qur muito uma prova, até porque a SMI (o outro grande grupo administrador de circuitos nos EUA) quer adicionar Kentucky ao calendario da Sprint Cup, mas para isso teria que abrir mão de uma data de seus outros ovais (Texas, Charlotte, Atlanta, Bristol), o óbvio é cortar uma data de New Hampshire mas a pista iria dar prejuizo sem um evento substituto, ou seja uma prova da IRL. Faz dois anos que SMI implora por uma data para New Hampshire e ouve um não, o que é incomprensivel. Se a IRL não quiser em 3 ou 4 anos ficar com um calendario igual ao da Cart (ou seja us 12-13 mistos e uns 5-6 ovais) precisa tratar bem a SMI, já que os unicos ovais americanos de mais de uma milha que não pertencem a SMI ou ICS são Indianapolis e Pocono.

25 de agosto de 2009 18:43
Anônimo disse...

Em ovais de 3/4 de milha como Richmond e Iowa noto que as corridas acabam com muitos acidentes por serem curtos e pelo fato da Indy não ser tolerável a toques como a Nascar.

Mas mesmo assim eu teria curiosidade de saber como seria uma corrida num oval de meia milha como Bristol ou Martinsville...

28 de setembro de 2009 16:08

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