Hélio Castroneves vence a Indy-500 2009: A Redenção do Guerreiro

terça-feira, 26 de maio de 2009

Olá amigos da velocidade, olá amigos da Fórmula Indy.

Acho que não há palavra melhor para traduzir o que foi a vitória de Hélio Castroneves (Penske) nas 500 Milhas de Indianápolis no último domingo: Redenção. Parece que já estava escrito no destino do piloto brazuca que ele venceria a prova mais importante dos EUA depois de tudo o que ele passou com o seu julgamento por sonegação fiscal, evasão de divisas e etc.

Mas a vitória de ontem não foi mero acaso. Foi resultado de um trabalho consistente do piloto na pista e a da equipe nos boxes, que trabalhou perfeitamente em todos os pits. A Indy-500 deste ano foi surpreendentemente disputa na sua primeira metade, algo que não costuma acontecer e já estarmos acostumados a termos grandes emoções apenas perto das últimas 50 voltas.

No início, Hélio estava um tanto afobado fazendo até a largada ser abortada porque ele acelerou antes da hora. Depois, ele viu em Dario Franchitti (Ganassi) seu primeiro adversário, até que o piloto escocês liderou por um bom trecho a corrida. Depois veio seu companheiro de equipe, o australiano Ryan Briscoe que também liderou uma boa parte da corrida, até ter problemas com seus pneus em uma relargada, o que fez ele ser ultrapassado por uns 10 pilotos e dar uma mexida legal na classificação da corrida até então, a qual não tinha mudado muito até a largada. Foi com essa mexida que pudemos ver um brilhante Raphael Matos (Luczo Dragon) em terceiro lugar e a Mulher Maravilha Danica Patrick (Andretti Green) em quarto.
Isso após, mais uma vez, o azar acabar com a corrida de Tony Kanaan (Andretti Green). O piloto abandonou a corrida antes de sua metade, após bater forte no muro da reta oposta e no muro da curva 3 após uma peça de seu carro quebrar e jogar (literalmente) seu carro no muro. Tony disse que foi uma das batidas mais fortes da sua carreira mas saiu sem maiores problemas. Em mais uma corrida onde vinha bem com seu carro #11, Tony de novo ficou a ver navios na Indy-500.

Antes disso tudo, mais precisamente na curva 2 ainda na primeira volta, Mário Moraes (KV Racing) o destaque da Indy-500 até então foi tirado da corrida por um afobadíssimo Marco Andretti (Andretti Green). Mário tinha motivos para dar um chilique "a là Danica" afinal Marco inventou um espaço para pôr o carro por fora do carro brasileiro que simplesmente nunca existiria e acabou com o que poderia ser uma grande corrida do brasileiro.


Momento alfinetada: esta reclamação do Moraes ("Andretti deveria conversar com seu pai e avô - Michael e Mario Andretti respectivamente - e eles lhe explicarem que a corrida não se ganha na primeira volta") foi muito mais construtiva do que a de nosso "querido" Nelsinho Piquet....
Domingo não foi mesmo o dia para os pilotos brazucas. Depois de Moraes, Vítor Meira (Foyt) teve seu primeiro problema na corrida. Uma falha de comunicação da equipe durante 1 de seus pits o fez sair antes da hora, arrastando a mangueira de combustível e fazendo seu carro pegar fogo. Sorte que a sua equipe com a ajuda dos mecânicos de Will Power (Penske) apagaram o fogo rapidamente. Susto passado e literalmente um banho de água tomado, Meira resolveu continuar na corrida, o que foi aplaudido de pé pelo público em Indianápolis.
Mas depois, já no quarto final da corrida ele foi envolvido em um acidente com Raphael Matos. Podem até dizer que o erro de Matos foi grosseiro ao iniciar o movimento para fazer a curva 1 antes da hora e acertar o pneu traseiro direito de Meira com tanta força que a suspensão dele quebrou. Os 2 foram para o muro em uma batida muito forte e Meira ficou com o carro deslizando rente ao muro com as rodas do lado esquerdo viradas para cima por vários metros. Meira está bem apenas com fraturas em 2 vértebras e Matos reclamou de dores no joelho direito.
Voltando a corrida, nesta 93ª Edição da Indy-500 a pista estava bastante suja fora do traçado ideal. Os famosos ventos em Indiana fizeram a temperatura baixar muito no oval, dificultando o aquecimento dos pneus, a aderência e também trazendo muita sujeira para a pista. Muitos pilotos bateram por irem fora do traçado e não mais conseguir voltar para o caminho ideal.

Hélio sobreviveu a tudo isso e esteve sempre entre os 10 primeiros durante toda a corrida. E soube aproveitar os problemas que os carros da Ganassi tiveram após Briscoe já estar praticamente fora da disputa com aquele problema nos pneus.

No final, uma grande - muito grande - vitória de Hélio, um surpreendente Dan Wheldon (Panther) em segundo (eu não vi como ele conseguiu terminar tão a frente) e uma meteórica Danica Patrick em terceiro. Durante a corrida, vi a mesma pela BANDida (que tinha mesmo que transmitir na íntegra né...?) e pela internet estava no Race Control (serviço que é oferecido de graça pela Indycar em seu site em que podemos ver algumas câmeras onboard. Nesta corrida tivemos as câmeras do Hélio, Wheldon, Marco e a da Danica. E eu vi uma boa parte da corrida na câmera dela, inclusive com o áudio do rádio dela. Muito legal. E olha que ela fala calma e tranquilamente com seu engenheiro, nada a ver com o estigma de "barraqueira" que criaram em cima dela. Fora que domingo ela foi constante e conseguiu terminar a frente das Ganassis e de Briscoe, um grande resultado.

Em quarto lugar chegou o americano Towsend Bell (KV Racing), outro que fez uma corrida surpreendente e foi comendo pelas beiradas. Eu sinceramente não sei muito de Bell, apenas que ele correu em equipes de medianas para ruins na Indy e nunca teve grandes resultados, mas ontem teve o apoio da ótima equipe KV. Em quinto chegou Will Power (Penske) que fez uma boa corrida e arriscou no final, fazendo um trecho sem trocar os pneus, o que o fez estar entre os 3 primeiros mas lhe rendeu este bom 5º lugar. Power não poderia ficar sem equipe neste ano e cada vez mais isso está ficando mais claro.

E é isto, Parabéns Hélio , você merece!!!!



Resulado Final
93th - Indianápolis-500


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Comments

4 Responses to “Hélio Castroneves vence a Indy-500 2009: A Redenção do Guerreiro”
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Fábio Andrade disse...

Bem, dizem que vencer as 500 Milhas é um enorme feito. E deve ser mesmo, pela repercussão pelo mundo-motor.

Vencer pela 3ª vez, então, orra, consagração total.

Castroneves está de parabéns. Uma senhora redenção depois de todos os problemas que ele passou. Agora todo mundo se esquece dos acontecimentos de meses atrás e Hélio volta a ser ídolo sem ressalvas.

26 de maio de 2009 12:01
Felipão disse...

Grande texto, Paulo!!! Tá vendo como vale a pena insistir?? hahahaha

26 de maio de 2009 14:07
Paulo Maeda™ disse...

Vlw Felipão. Na vdd, acho q tudo q faltou de inspiração eu tive hj pela manhã, não é q o texto saiu grande? rsss Tinha mta coisa pra falar.

Fábio, ganhar 3 vezes a Indy-500 prova mto de um piloto, soh falta o Hélio ser campeão da Indy afinal. Vlw

26 de maio de 2009 14:18
Bruna disse...

"E olha que ela fala calma e tranquilamente com seu engenheiro, nada a ver com o estigma de "barraqueira" que criaram em cima dela."

Ela estava extremamente focada pra Indy 500 e tenho orgulho da sobriedade que ela manteve mesmo depois do resultado tão expressivo.

E esse comportamento dela na comunicação com a equipe via rádio não me é estranho, mas pra quem nunca teve a chance de conferir acaba sendo uma "novidade".

Você não tinha me contado isso, lol
Bom texto cara =]

26 de maio de 2009 16:45

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