Diário de um Piloto Virtual: Downsizing e Persistência

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Olá amigos da velocidade, olá amigos da Fórmula Indy. Vamos ao meu diário das corridas virtuais da semana. Este vai sem imagens, pq senão o post ficaria mais enorme do que já está.

Primeiramente, Indy no domingo retrasado, estivemos no oval do Texas (pra quem não se lembra, é aquele oval em que as curvas fazem os pilotos sofrerem uma força 3x maior que a da gravidade (o famoso "3G"). Some-se ao fato de que no campeonato, o que não falta é acidente. E na conta, coloque a inexperiência de muitos pilotos (ahh, esses novatos...) Então para me prevenir, me uso do regulamento. Não fiz tempo e larguei em último entre os 23 pilotos que apareceram para a corrida.

Dito e feito, o que não faltou foram bandeiras amarelas. Das 80 voltas da corrida, 32 foram em YF. E eu vindo lá de trás, super cauteloso, escapei da maioria delas. Em algumas não teve jeito, mas não tive meu carro muito avariado. E, a cada YF, fui subindo de posições. Lembro de estar em 7º ou 8º lugar, em um sprint em bandeira verde em que vários carros estavam juntos. Foi bem legal a disputa, e eu andando a maior parte das voltas por fora (estou aprendendo com o Tony e o Sam Hornish Jr. hehe). Pena que não consegui ganhar posições, pois por fora perdia tempo nas saídas de curva.

Eram 2 pits stops a serem feitos, no primeiro tudo blz, sem problemas. No segundo, houve uma YF antes e boxes fechados. Ainda tinha combustível no tanque e arrisquei esperar mais um pouco por outra bandeira amarela, mas meus pneus não aguentaram e comecei a perder tempo. Até retardatários que fizeram o pit me passaram, de tão lento que eu estava. E quando veio a YF salvadora, eu espero os boxes serem abertos. Em 1 segundo de distração, um retardatário quis tirar volta passando por fora na entrada da reta dos boxes. E eu não esperava por isso ... acidente. Fui para o box e perdi muito tempo para arrumar o carro além de ter demorado para chegar porque, na tentativa de frear o carro, os 2 pneus da frente estouraram. Fui levado pelo carro de serviço até o box.

Fui até o final da prova e cheguei na 14º posição. E já se foram 3 etapas com resultados péssimos para mim (24º, 18º e 14º). Pensar em título já seria difícil, então o melhor é jogar a toalha. Estou a 76 pontos do líder e ocupo apenas a 19ª posição com 40 pontos.

Agora explico o que é o Downsizing... Para quem não conhece, ele aconteceu na indústria automobilística dos EUA na década de 70-80, quando os enormes carros com rabos-de-peixe com beberroões motores V8 foram extintos devido a crise do petróleo. No “meu” Downsizing, tenho que cortar horas de treino já que estou pensando em fazer um cursinho no segundo semestre. Já que a Indy no domingo de manhã já está ficando complicado de eu comparecer nas corridas (pura “pressão” familiar), melhor eu sair do campeonato, e assim me despeço da Indy, campeonato que eu ajudei a fazer mas que tive que me afastar, agora definitivamente.
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Na última terça foi dia de Nippon. A pista foi Pukekohe Park, localizada na Nova Zelândia. No camp, estão escolhendo as pistas para seguir ao máximo o calendário de verdade da categoria. Essa pista é pequena, voltas em 45 segundos, e mais parece uma pista de kart. Eu e meu mítico joystick não estávamos nos dando muito bem nessa pista, eu virava voltas em 47 segundos, muito distante dos primeiros (em 45 segundos). Então pensei: "Por que não tentar aplicar a mesma estratégia da Indy, largo em último, os caras vão se enroscar na chicane após a reta ou ficarem atolados nas caixas de brita e eu vou ganhando posições?".

Dito e feito, larguei em último novamente (18º) e fui ganhando as posições, apenas me preocupado em não errar na pista e sair para a brita. Muitos erraram e tiveram o final de prova nelas. Apenas no final que rodei quando era o 6º colocado, e caí para 8º. Na última volta, nesta posição já estava satisfeito com meu desempenho, quando eu ganho a 7ª posição de graça ao ver o piloto rodando na última curva (que azar do cara....). Então, dessa vez, a estratégia deu certo!

Ganhei 4 pontos mas fiquei triste pelo meu companheiro de equipe (Tiago Carvalho) que era o 3º e teve problemas nos pits, terminando apenas em 12º lugar. No campeonato estou na 13ª posição com 6 pontos. E algo bem importante, já que não seremos páreo no camp de pilotos, estamos fazendo de tudo pelo de Construtores, e estamos em 4º com 29 pontos.
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Na quarta da semana passada, foi o dia da GT, eu e minha Ferrari F575 fomos para Buenos Aires, correr no traçado nº 12 da pista, aquele que possui o curvão que contorna o lago, uma versão de alta velocidade com 2 chicanes em cada reta para frear os ânimos. Estava bastante animado com meu carro, sabendo de suas limitações e da grande vantagem que carros como Maserati MC12, Lister Storm ou Aston Martin DRB9 tem sobre os outros. Mas meu carro tinha um bom acerto e daria para brigar por posições intermediárias. No sistema de grid invertido da corrida anterior, larguei em 13º pois abandonei em Monza. Na largada, a Ferrari larga bem (tb ajudado pelo câmbio automática) e passei 2 carros, na chicane após a reta mantive a posição, mas na entrada do curvão..... o botão pra virar pra direita no joy afundou.... sorte que o volante não ficou travado pra direita, às vezes o carro dava uma guinada pra direita do nada.

Isso na 1ª das 30 voltas, enfim corrida completamente prejudicada até o final já que eu ainda tive que pagar um Stop and Go da corrida anterior no íncio da prova. E como o regulamento diz que, só pontua se o piloto for até o final da prova. Como diria o "guru" dos empregos Max Gheringher - o persistente é o teimoso que acertou em ser teimoso-, fui persistente e consegui chegar até o final. Com carro guinando pra direita, rodando, e o escambau terminei em 10º lugar conseguindo marcar 11 pontos. Meu companheiro de equipe, o mesmo Tiago Carvalho, conseguiu se aproveitar dos Stop and Go dos melhores pilotos, os que andam de MC12 e DBR9 e conseguiu um 2º lugar, muito bom para o campeonato de construtores. Estou em 12º com 32 pontos.
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E na última terça feira foi dia da F1-1979, a pista: Zolder. Muito legal, uma bela combinação de Watkins Glen com Montreal, mas ordinária que só. Só guard-rail em volta da pista e bem próximos. Qualquer erro era batida na certa.

Me preparei bem para a corrida, treinei bastante para acertar a Ferrari do Gilles Villeneuve para corrida, estava virando em 1.25 as vezes até 1.24, com os ponteiros (carros da Williams, Ligier e Renault) virando em 1.22 e 1.23. Mas me falou o maledito do ritmo de corrida.

Andar sozinho em hotlaps é tranqüilo, o duro é andar com um monte de carro, e ontem foi assim. 16 carros revivendo aquela época de ouro, foi Record de participação em uma etapa do campeonato. No qualify consegui acertar uma volta boa e fiz em 1.24.7xx, largando na 6ª posição.

Mas faltou a prática pra andar em ritmo de corrida, ontem foi apenas minha segunda na categoria. Na largada, ganhei a posição de uma Williams, mas o carro ficou muito estranho pesado, com o combustível para toda a corrida (alowww, vê se testa com o carro pesado antes da corrida baby...)

Na chicane após a reta oposta eu errei e passei reto, mesmo freando antes (o que causou um belo acidente atrás...). 2 curvas a frente encontro uma Ligier atravessada, tento passar pelo lado direito da pista e o cara também foi pro mesmo lado. Pimba!!! Suspensão dianteira direita avariada, fui para o Box, mas eles não conseguiram arrumar. Nisso uns 10 pilotos já tinham abandonado a corrida. Ia tentar levar o carro até o final pensando em uns pontinhos. Mas uma lambança entre o 6º e 7º colocados (eu estava em 8º no momento). Eu tinha volta atrás pra eles, e mesmo estando mais rápido, preferi não passá-los). Tomei a decisão errada. No grampo, eles erraram e, para não bater, freiei forte e rodei, fiquei preso na zebra interna. Tentando tirar o carro dali o motor estourou.
Fim de corrida e apenas em 9º lugar. Sou o 12º no campeonato com 1 ponto, que conquistei na minha corrida de estréia com o 6º lugar em Kyalami.

Então, a partir da agora, correrei apenas na F-Nippon, GT e F1-1979, dando adeus à Indy e Nascar (coincidentemente, os camps que corria no Nascar 2003). Fico apenas no Rfactor, que no final das coisas é a melhor opção, uma evolução natural correr nele, para quem está no Automobilismo Virtual. Até mais!




Comments

3 Responses to “Diário de um Piloto Virtual: Downsizing e Persistência”
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é vida de piloto não é fácil! Fica zoando, fica!rsrsrs

Vamos lá, estou torcendo por sua primeira vitória no mundo virtual!
abraços!

24 de abril de 2009 20:58
Ron Groo disse...

To achando que você barrichelou.
Tá reclamando demais, tá indo pra Fnipon...
Assim vou ser obrigado a fazer um crônica com você. hehehehe

25 de abril de 2009 09:27
Loucos por F-1 disse...

Quanto corrida para contar história hein Paulo! Muito maneiro, cara!
É uma pena vc ficar com apenas uma categoria, as outras são bem legais tmb.

Abraço!

Leandro Montianele

25 de abril de 2009 12:27

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