Caso Hélio Castroneves: Um pequeno resumo da acusação contra o piloto brasileiro (Teste de postagem por email)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Olá amigos da velocidade, olá amigos da Fórmula Indy. Com um imenso atraso (peço desculpas por isso) vou falar aqui do julgamento por estelionato e evasão de divisas o qual Hélio Castroneves está sendo julgado pela Justiça dos EUA, no Tribunal da Flórida. Vou começar com um pequeno resumo sobre o que motivou o processo contra o piloto brasileiro.

Tudo começou quando Emerson Fittipaldi se tornou empresário de Hélio em 1997. E tudo ia bem até o ano de 1999 quando a batalha entre os ídolos brasileiros começou. Neste ano Emerson processou Castroneves por não ter recebido nada por sua contratação pela Penske.

A história conta que, em 1999, a Ganassi tentou contratar o brasileiro para o lugar de Jimmy Vasser e ser o companheiro de Juan Pablo Montoya. Mas Hélio era piloto da Hogan na época e a equipe não o liberou prorrogando seu contrato até 2000.

Uma semana antes das 500 Milhas de Fontana, última prova de 1999, Carl Hogan, dono do time, revelou a Castroneves que iria fechar sua equipe. Com isso, Hélio entrou em contato com Fittipaldi, para pedir a ajuda do ídolo brasileiro que contactou Roger Penske. A vaga que ele ocuparia surgiu devido a um dos episódios tristes da história da Indy.

Na corrida, Greg Moore, que fazia sua última aparição na Forsythe, sofreu um acidente na curva 2 do superoval e teve morte instantânea. O canadense, que vinha como sensação daquela temporada de 1999, tinha fechado para correr na Penske no ano seguinte. Com o lugar vago, Roger Penske e Hélio conversaram e fizeram um acordo. Com o acordo, Emerson quis receber sua parte, entrou em contato com Roger Penske, que lhe deu a negativa e assim ele partiu para o processo.

Neste episódio, que Roger Penske falou para Hélio que o contrato que estavam fazendo era apenas entre eles. E que até teria dito ao brasileiro algo como: “pelo amor de Deus, não quero o Emerson nisso”. Fittipaldi acabou indo à Corte de Miami e pediu US$ 2 milhões e perdeu em 2 instâncias.

O contrato de Hélio era o mesmo que Moore assinaria e era por 3 anos com salário de US$ 6 milhões pelas três temporadas que seriam assim divididos: US$ 1 milhão, do "acordo de piloto", iria direto para a conta de Castroneves e os outros US$ 5 milhões, do "acordo de licença", cairiam na conta da empresa Seven Promotions que teria sido criada para “gerenciar a carreira de Hélio” em 36 prestações de cerca de US$ 139 mil. A análise do Fisco Americano averiguou que, contudo, o dinheiro nunca saiu da conta da Penske. Passou pela Seven, que nunca teria feito nada por Helio e o piloto só recebeu os US$ 5 milhões em 2005. Ainda há o detalhe de que, entre os membros da gerência da Seven aparece um membro com “parentesco familiar” com Hélio, o nome do mesmo não foi revelado na investigação.

Os US$ 5 milhões foram parar na conta de outra empresa, a holandesa Fintage. Para todos os efeitos, a Seven vendeu seus direitos à Fintage. O dinheiro caiu diretamente, sem pagamento de impostos por parte da Penske.

Fraudes também são vistas no preenchimento da declaração do Imposto de Renda entre os anos de 1999 e 2001 envolvendo a Coimex, empresa brasileira que atua prioritariamente em comércio exterior e logística. A Coimex patrocinou o piloto durante três anos em um contrato anual declarado de US$ 2 milhões. Depositou a quantia na conta brasileira de Helio, repassada para a da Seven. Cerca de US$ 1,8 milhão era devolvido para a conta dos executivos da Coimex, ou seja, o patrocínio era de apenas US$ 200 mil. US$ 500 mil provenientes do acordo com a companhia para teriam sido enviados por Katiúcia, irmã de Hélio para uma conta da família na Suíça.

Nos formulários do Imposto de Renda, que nos EUA são conhecidos como "1040", não são declarados justamente um valor aproximado de US$ 500 mil do acordo com a Coimex nem os US$ 5 milhões do "acordo de licença" entre a Penske e a Seven, considerando os três anos.

Em 2 de outubro, Helio foi levado a júri e só saiu livre mediante pagamento fiança de US$ 10 milhões, sendo que US$ 8 milhões destes ainda serão pagos mediante termo assinado. O julgamento foi marcado para o dia 02/03 e neste espaço de tempo, os advogados tentaram fazer um acordo pelo qual todos os bens do piloto desde 2002 seriam confiscados e que sua pena na cadeia seria de cinco anos, além de tentarem transferir a audiência para novembro a fim de que a carreira de Helio nas pistas não fosse afetada. Não obtiveram sucesso em nenhum dos pedidos.

No próximo post, teremos uma cronologia onde estarão os principais fatos que aconteceram durante o julgamento de Hélio Castroneves, que ainda está rolando. Até mais.

Fontes para este post: matérias dos sites Tazio, eGrande Prêmio.

Comments

One response to “Caso Hélio Castroneves: Um pequeno resumo da acusação contra o piloto brasileiro (Teste de postagem por email)”
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Ron Groo disse...

O teste foi bem sucedido.
E quanto ao Castroneves...
Paga as contas meu filho, EUA não é Brasil.

16 de abril de 2009 12:11

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