Homenagem a Paul Newman - Parte 1

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Olá amigos da velocidade, olá amigos da Fórmula Indy.

Um tanto tarde, mas finalmente aqui está o mega post em homenagem ao grande ator, diretor de filmes, piloto e apaixonado pela velocidade Paulo Leonard Newman, ou, simplesmente, Paul Newman que morreu no dia 26 de setembro de 2008, aos 83 anos em decorrência de um câncer no pulmão. Em 3 atos, veremos os principais fatos de sua carreira nos 2 mundos que tanto adorava: o cinema e as corridas.

Um pequeno resumo da carreira cinematográfica


Paul Newman nasceu em 1925 em Cleveland, no estado norte-americano de Ohio. Filho de pais comerciantes de artigos esportivos, descobriu logo que tinha vocação para as artes. Adorava participar das peças de teatro na escola.

Depois de ser dispensado da marinha, Newman ingressou no Kenyon College e, em seguida, na Escola de Teatro de Yale. Já formado, o ator mudou-se para Nova York, onde freqüentou o famoso New York Actors Studio.

Apesar da aparência atraente e irresistíveis olhos azuis o terem feito um ator ideal para papéis românticos, ele sempre fez questão de representar contra seu tipo e deu preferência a personagens desajustados, rebeldes ou fracassados. Esse foi o golpe de mestre de Newman. Ele tornou-se, assim, um dos melhores atores da história do cinema. Ele atuou em mais de 60 filmes em cerca de 50 anos de carreira.

Nos anos 50, estabelecu-se como o novo astro de Hollywod. A sua primeira aparição ao grande público foi em 1953, na Broadway, com a peça "Picnic". Depois desta atuação, conseguiu um contrato pela Warner Brothers. O filme, entretanto, por pouco não foi seu último: Newman considerou sua performance no épico tão ruim que publicou num jornal de grande circulação um pedido de desculpas ao público.

A estréia na carreira cinematográfica aconteceu em 1954, com o filme "Cálice Sagrado". O papel de destaque veio dois anos depois, em 1956, com "Marcado pela Sarjeta", quando o ator foi aclamado pela crítica pela boa atuação no papel do boxeador Rocky Graziano.

O detalhe que mais representa esta fase em sua vida foi quando ele substituiu James Dean, morto em um acidente de carro em 1955, no papel de um boxeador desfigurado no telefilme “The Battler. Mas no começo ele foi comparado negativamente a outra lenda da época, Marlon Brando, por fazer uma versão um tanto maneirista do famoso Método de interpretação do Actors Studio. Outros filmes que fez nesta décadao foram “Gata em teto de zinco quente” (1958) e “O mercador de almas” (1959).

Newman garantiu a fama ainda nos anos 60, com filmes como Desafios à corrupção (1961), Criminosos não merecem prêmio (1963), O indomado (1963) , Rebeldia indomável (1967) e Hombre (1967). Críticos dizem que seu filme mais memorável foi "Butch Cassidy – Dois homens e um destino (1969)", ao lado de Robert Redford. Parceria esta que ficaria famosa anos mais tarde no filme "Golpe de Mestre", que ganhou o Oscar de melhor filme em 1973.

Os anos 60 também foram marcados pela estréia de Newman como diretor de cinema. Em 1968, ele dirigiu a sua esposa Joanne Woodward no filme "Rachel, Rachel", que ganhou o Globo de Ouro de melhor filme e foi indicado ao Oscar.

O Oscar de melhor ator veio em 1986 por sua atuação no filme "A Cor do Dinheiro". Newman ganhou um Oscar em 1993 em reconhecimento a sua atuação em causas humanitárias. Também recebeu um Emmy em 2005 e um Globo de Ouro por sua aparição na série para televisão "Empire Falls".

Após diminuir o ritmo das produções na década de 90, para se dedicar à sua fábrica de molhos e condimentos (a "Newman's Own", a qual doa quase todo o seu lucro à sua instituição de caridade - The Hole in the Wall Camps – dedicado ao tratamento de doenças graves em crianças, e à sua equipe de corridas – Newman Hass), o astro ressurgiu em 2002, aos 77 anos, no filme "Estrada para a Perdição", onde trabalhou ao lado de Tom Hanks e Daniel Graig. O longa lhe rendeu uma indicação ao Oscar como ator coadjuvante.



Em 2006, ele realizou seu último trabalho para as telas ao dublar o o personagem Doc Hudson na animação "Carros", da Pixar. Newman também dirigiu carros de corrida.

Em 2007, ao anunciar sua aposentadoria, Newman disse ainda que não conseguia mais encenar com a mesma habilidade. “Eu não consigo mais trabalhar no nível que eu desejo. Você começa a perder a memória, a segurança a criação. Então eu acho que é um livro fechado para mim”.

Em maio de 2008, já doente, o ator foi afastado da direção da peça "Ratos e Homens", baseada no livro de John Sateinbeck, por problemas de saúde não especificados. As especulações aumentaram após a publicação de fotografias no blog da apresentadora Martha Stewart, que mostravam Newman com uma aparência ruim durante um evento beneficente Logo os jornais americanos noticiavam que Newman estava em estado grave. A família do ator, porém, negava que ele estivesse com alguma doença grave. Em junho, um comunicado foi distrubuído à imprensa, no qual o agente de Newman dizia que "o ator está bem".

Newman foi casado por oito anos com Jackie Witte, com quem teve duas filhas e um filho. Depois, casou-se com a atriz Joanne Woodward, com quem viveu por mais de 50 anos. Com ela, o ator teve mais três filhas.

Além da carreira nas telas, Paul Newman também ficou famoso por dirigir carros de corrida e por ser dono de equipe. Esta outra parte de sua vida será o tema da segunda parte deste post.

Até mais.

Comments

One response to “Homenagem a Paul Newman - Parte 1”
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Ótimo post,Newman era um grande ator,vi muitos filmes dele,e sua morte fez dois grandes mundos,o do automobilismo e do cinema, ficarem de luto.

7 de outubro de 2008 21:16

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